terça-feira, 2 de agosto de 2011

Trabalhadores de carreira da Conab defendem investigação e punição de irregularidades no órgão


Blog do Servidor Público Federal     -     02/08/2011





Mais uma vez escândalos de corrupção envolvendo indicados políticos em cargos estratégicos do governo respingam injustamente em trabalhadores de carreira do setor público. Depois dos servidores do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) cobrarem a investigação e punição severa de irregularidades do órgão, trabalhadores da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) querem o mesmo tratamento rigoroso nas denúncias feitas por Oscar Jucá, irmão do líder do governo, senador Romero Jucá, exonerado do cargo de diretor financeiro da Conab na semana passada. Oscar concedeu entrevista à revista Veja que publicou esta semana declarações em que alega que na Conab só tem bandido. O irmão do senador Romero Jucá disse ainda que a Conab é pior que o Dnit e que irregularidades deviam ser investigadas afirmando que o patrimônio público sob administração da estatal, ligada ao Ministério da Agricultura, está sendo dilapidado. A Condsef vai cobrar do governo a apuração imediata dessas denúncias para que mediante provas concretas os responsáveis por qualquer irregularidade recebam a devida punição.

A entidade não vai permitir que trabalhadores da companhia, assim como nenhum trabalhador público idôneo pague pelos malfeitos na administração pública, cometidos, em sua maioria, por indicados e apadrinhados políticos. Para que o dinheiro público passe a ser investido de fato em melhorias para a população e deixe de beneficiar uma minoria, a Condsef quer dar fôlego a uma campanha para que somente trabalhadores concursados exerçam cargos de confiança na União. Por assumirem um compromisso com o Estado e com o bem público, trabalhadores de carreira estão menos susceptíveis a cometer irregularidades e, caso tenham comprovado envolvimento em alguma irregularidade, estão sujeitos por lei a severas punições.

Escândalos que hoje atingem Dnit, Conab e os ministérios do Transporte e Agricultura nunca terão fim se não houver vontade política para que o dinheiro público pare de ser tratado com descaso. Por isso, a Condsef segue defendendo que investimentos públicos passem pela valorização de servidores e, por conseqüência, gerem melhoria dos serviços destinados ao fortalecimento do Estado e bem estar da sociedade brasileira. Se os impostos pagos pela população não forem direcionados para que o povo receba de volta os serviços que o Estado tem o compromisso de fornecer, é melhor que o Brasil reveja seu conceito de República e democracia. Nada pior que viver num país onde só quem ganha são os que decidem trilhar caminhos escusos.

Desrespeito a negociação com trabalhadores – Enquanto é alvo de denúncias, os trabalhadores da Conab continuam buscando respeito dentro da empresa. A Condsef segue cobrando do presidente da companhia, Evangevaldo Moreira dos Santos, para que trate com seriedade o processo de negociação do acordo coletivo dos trabalhadores. O acordo foi apresentado pela Condsef e legitimamente aprovado pela categoria em assembleias realizadas em todo em o Brasil. O processo de negociação vem sendo desrespeitado pelo presidente que quer nomear uma comissão não legítima, extraída do seio de seu gabinete e que não representa o desejo da maioria dos trabalhadores da Conab.

Esse tratamento não leva em conta o processo democrático de negociação e torna os trabalhadores reféns de interesses de uma minoria que não está apta a atender e cumprir a missão da Conab. O direito a negociação precisa ser respeitado pelo presidente que também está em seu cargo por indicação política e, portanto, é um dos alvos das denúncias feitas por Oscar Jucá.  Os trabalhadores da Conab exigem respeito, querem a apuração rigorosa de todas as denúncias, punição dos culpados e exigem instalação imediata da negociação para debater seu acordo coletivo de trabalho.

Fonte: Condsef



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