segunda-feira, 24 de abril de 2017

Servidor público tenta amenizar modificações


BSPF     -     24/04/2017




Os servidores públicos buscam ainda alterar a proposta de reforma da Previdência apresentada na semana passada pelo relator Arthur Maia (PPS- BA). O texto exige desde já o cumprimento da idade mínima definitiva, de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, para que funcionários públicos possam receber as chamadas integralidade aposentado com o maior salário da carreira, ainda que acima do teto do INSS (R$ 5.531,31) e paridade reajuste salarial igual aos funcionários da ativa.

 A trava, que valeria mesmo para quem pudesse se aposentar antes dessas idades pela transição, foi vista com bons olhos pelo governo e por economistas, pois significaria economia para as contas públicas. Só que, entre os servidores, o clima é de revolta. Eles acusam o relator de promover uma mudança violenta nas regras e prejudicar quem ingressou mais cedo no funcionalismo. Há duas propostas em avaliação. Uma sustenta a imposição da idade mínima definitiva apesar das resistências, enquanto a outra impõe ´sacrifícios proporcionais´ ao ingresso de cada servidor no sistema.

 Os maiores prejudicados pela idade mínima de 62/65 para obter integralidade e paridade, segundo uma fonte, seriam aqueles que ingressaram antes de 1999. A regra atual permite que esses servidores reduzam a idade mínima atual dos servidores (60 anos para homens e 55 anos para mulheres) em um ano a cada ano de contribuição a mais em relação ao obrigatório (35 anos para homens e 30 anos para mulheres). Uma das alternativas seria impor idades mínimas mais suaves para que esses servidores, há mais tempo na ativa, possam acessar a integralidade e a paridade.

Fonte: Zero Hora


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