O que está em jogo 06/04/2009
30.03: início do ato organizado pela CUT sob o lema "os trabalhadores não vão pagar pela crise"
Servidores exigem pagamento do reajuste de julho. Greve não está descartada se governo descumprir seu compromisso
Em julho está prevista a implantação de novas tabelas salariais para grande parte dos servidores federais. É o resultado das mobilizações, greves e duras negociações dos últimos dois anos. Esperava-se que, neste primeiro semestre, já estivessem sendo negociadas as reivindicações da Campanha Salarial 2009, das quais se destacam as diretrizes do plano de carreira, paridade, antecipação de tabelas (sobretudo PGPE e PST) e o reajuste dos benefícios como vale alimentação, auxílio saúde, diárias. O “mercado”, no entanto, pressiona pela redução de gastos públicos alegando que os recursos precisam ser gastos para “salvar” a crise do capitalismo. Em outras palavras, os mesmos especuladores e grandes empresários que obtiveram altos lucros justamente porque provocaram a crise querem, agora, utilizar dinheiro público para o salvamento de empresas privadas. Na semana passada, em Londres, a reunião do G20 anunciou medidas com muito estardalhaço. Seu conteúdo? Todas elas são para remendar o mesmo sistema financeiro e comercial que está na origem da crise. Enquanto isso, por mais recursos públicos que sejam injetados, as demissões nas empresas privadas continuam o que provoca declínio da atividade econômica. É por isso que, no último dia 30, os servidores uniram suas bandeiras aos trabalhadores do setor privado, convocados pela CUT e outras centrais para dizer: não seremos nós a pagar pela crise! Já começa a ser discutido na base o indicativo de greve, caso o governo descumpra os acordos.
Fonte: EG 323