| Autor(es): VICENTE NUNES |
| Correio Braziliense - 04/01/2011 |
Banco Central terá que renovar quase 35% do seu quadro de pessoal até 2014, ou seja, durante todo o mandato da presidente Dilma Rousseff. Segundo o diretor de Administração da instituição, Anthero Meirelles, 1,3 mil de 4,5 mil servidores estarão em condições de se aposentarem nesse período. A meta é fazer pelo menos um concurso por ano, de forma que, no mínimo, 80% dos postos sejam preenchidos. “Já enviamos ao Ministério do Planejamento o pedido de autorização para as seleções. Trata-se de um planos plurianual, com validade até 2014, para que não haja o risco de descontinuidade nas ações do BC”, afirmou.
Além dessas seleções, o Banco Central está pleiteando que mais 250 pessoas aprovadas no concurso do ano passado sejam chamadas. Dos aptos a tomarem posse, 500 já estão trabalhando, mas esse contigente não foi suficiente para cobrir o vazio deixado pelos que se aposentaram nos últimos dois anos e meio. “Também esse pedido está em análise no Planejamento. O concurso vale por um ano. Então, não há nenhum empecilho para que o usemos para suprir nossa necessidade de pessoal”, destacou Meirelles. Ele destacou que o BC precisa reforçar o seu quadro de funcionários para dar continuidade ao “trabalho sério” que vem sendo realizado pela instituição no sentido de manter o poder de compra da população e a saúde do sistema financeiro nacional.
Produtividade
O risco de descontinuidade nos trabalhos do BC foi um dos pontos principais do discurso de Alexandre Tombini, que tomou posse ontem na presidente da instituição. Para ele, é importantíssimo preservar o corpo funcional, pois vazios em postos estratégicos podem resultar na perda de conhecimento, um dos principais ativos do BC, que ganhou grande respeitabilidade no mundo ao agir tempestivamente para manter a inflação nas metas definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Na avaliação do diretor de Administração, a reposição de aposentados não significará aumento de gastos para o setor público, que está prestes a anunciar um forte contigenciamento no Orçamento de 2001 — algo entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões, conforme cálculos do Ministério da Fazenda. Ele afirmou que, diante da possibilidade de apenas 80% dos postos que ficarem vagos serem preenchidos, os 20% serão economizados. “Vamos priorizar o aumento da produtividade. Esse é o caminho que devemos seguir, aproveitar ao máximo o que temos de melhor, que é a mão de obra”, frisou.
Já enviamos ao Ministério do Planejamento o pedido de autorização para as seleções. Trata-se de um planos plurianual, com validade até 2014, para que não haja o risco de descontinuidade nas ações”
Anthero Meirelles,
diretor de Administração do Banco Central
IBGE contratará mais 120
» Começaram ontem as inscrições para as 120 vagas temporárias de codificador censitário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — todos os cargos são para o Rio de Janeiro. Os novos funcionários ficarão responsáveis pela preparação dos arquivos de dados para análise e divulgação das informações, além da aplicação e verificação dos códigos do Censo Demográfico 2010. “Geralmente fazemos seleção para todas as regiões do Brasil, mas essa etapa de análise é centralizada no Rio”, explicou o gerente de provimento do órgão, Roberto Machado. Os selecionados trabalharão, por até dois anos, 30 horas por semana e receberão R$ 600 mensais, além de auxílio alimentação e transporte. A prova, que será realizada no dia 6 do próximo mês, terá 50 questões objetivas de português, raciocínio lógico, conhecimentos gerais e noções de informática. Os candidatos precisam ter mais de 18 anos, o ensino médio completo e nacionalidade brasileira.