BSPF - 09/06/2013
A tarefa, na maioria das vezes, é difícil, pois exige
reposicionamento da gestão
O controle de gastos correntes da União começou a obter,
isoladamente, resultados positivos, graças à adoção de ações simples e ao
engajamento de gestores. Os esforços tocados desde o ano passado na
administração federal chegam a surpreender, mas deixam evidente como o maior
desafio é a histórica resistência cultural de servidores em reduzir o consumo
de materiais de escritório, luz e telefone, entre outros itens do dia a dia.
O programa Esplanada Sustentável, implantado pela Secretaria
de Orçamento do Ministério do Planejamento, conseguiu cortes superiores a 10%
nas despesas cotidianas em prédios públicos depois da adesão voluntária,
tornada obrigatória a partir deste ano. Trocas de lâmpadas por modelos mais
eficientes, limitação a acesso a impressoras e substituição de copinhos
plásticos por canecas foram algumas das iniciativas que deverão se tornar regra
para toda a máquina de governo (veja quadro).
A iniciativa nasceu como um simples incentivo aos órgãos e
às instituições públicas federais a adotarem o modelo de gestão voltado ao uso
racional de recursos naturais, promovendo a sustentabilidade ambiental. O
primeiro alvo foi buscar a implementação de ações de eficiência energética nos
prédios de governo, enquanto se avançaria também na coleta e na destinação de
resíduos. A promessa feita aos servidores era de uma melhor qualidade de vida
no ambiente do trabalho e de servir de exemplo para todos os gestores.