Fábio Cristiano Woerner Galle
Consultor Jurídico
- 24/10/2013
Anos integrando os quadros públicos, debaixo do título
efetivo, fomentaram-me reflexões acerca da eficiência.
É possível preencher um corpo funcional, público ou privado,
só com funcionários do quilate da Sra. Deborah Ford, que trabalhou 44 anos na
mesma empresa sem faltar um dia sequer? Ou do Sr. Walter Orthmann, que
completou 75 anos, de seus 90 vividos, como funcionário da mesma empresa, onde
galgou posições diversas?[1] Não, não é.
Faticamente é impraticável, e nenhuma norma, por mais excelsa que seja, mostrou-se capaz de compelir à virtude total[2]. A integridade é algo que acompanha o ser bem desde antanho da sua investidura pública. O que as normas podem e devem fazer é fomentar a virtude. Afinal, gerir as coisas públicas é atuar com base no mais alto interesse. E a eficiência implacável, embora utópica, sempre deve ser um objetivo a perseguir.
Faticamente é impraticável, e nenhuma norma, por mais excelsa que seja, mostrou-se capaz de compelir à virtude total[2]. A integridade é algo que acompanha o ser bem desde antanho da sua investidura pública. O que as normas podem e devem fazer é fomentar a virtude. Afinal, gerir as coisas públicas é atuar com base no mais alto interesse. E a eficiência implacável, embora utópica, sempre deve ser um objetivo a perseguir.
Outra inquietação respeita ao áspero tema de como distinguir
o funcionário apetente do desidioso. Como discernir entre o servidor probo,
dedicado, e aquele que não corresponde fielmente à investidura recebida? Aquele
que defrauda silenciosamente a confiança do público, que resiste às boas
práticas, é refratário a mudanças, indiferente às finalidades públicas.
Tenho que seja via a consagração de um binômio, meritocracia
e responsabilidades. Mora aí a premissa do bom serviço, eficiente. O melhor
desempenho deve ser mais bem recompensado. Os bons são incentivados a
permanecer, aprimorar-se, e ascender. Os disfuncionais devem ser removidos do
quadro. Como dissemos acima, a integridade é valorativa, mas a excelência
funcional pode e deve ser buscada. E sua representação mais atual é a
meritocracia. A experiência já demonstrou serem inconcebíveis ambientes
funcionalmente eficientes que não trabalhem sob pautas de metas,
responsabilidades pessoais, e ascensão pelo mérito. Ambientes verdadeiramente
eficientes só podem ser assim reconhecidos via medição de qualidade...
Leia a íntegra em É necessário proteger servidor ético das perseguições políticas
Acompanhe o noticiário de Servidor público pelo Twitter
Acompanhe o noticiário de Servidor público pelo Twitter