BSPF - 23/11/2013
Luiza Bairros defende cotas raciais e diz que só 30% dos
servidores são negros, nível muito abaixo do percentual na população, que é de
50,7%
Levantamento realizado pela Secretaria de Políticas de
Promoção da Igualdade Racial (Seppir) com base em dados disponibilizados pelo
Ministério do Planejamento mostra que do total de 519.369 servidores públicos
civis do Poder Executivo federal que declararam a cor ou raça no Sistema
Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), apenas 30% são negros.
A defasagem do
percentual de negros no serviço público em relação à parcela de negros na
população brasileira, que é de 50,7%, de acordo com o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), é apenas um dos elementos que comprovam a
dificuldade que essa parcela da sociedade enfrenta no acesso ao mercado de
trabalho.
Mesmo com
escolaridade equivalente ao de não negros, a população preta e parda tem
rendimentos médios menores. Esse dado é parte do estudo Os Negros no Trabalho,
que analisa a relação entre cor e rendimento em seis regiões metropolitanas e
no Distrito Federal, a partir de informações do Sistema PED, que foi divulgado
pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) no dia 19 de novembro.
“Do ponto de vista da
demanda por trabalho, o racismo bloqueia o acesso a oportunidades e interdita o
crescimento profissional”, conclui a nota técnica Vidas Perdidas e Racismo no
Brasil, divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no
último dia 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra.
Efeitos igualmente maléficos podem ocorrer pelo lado da oferta de trabalho,
alerta o instituto...
Leia a íntegra em Funcionalismo público não reflete diversidade do povo brasileiro
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