Djalma Oliveira
Jornal Extra
- 09/12/2011
Apesar de afirmar, nesta quinta-feira, que as negociações
estão caminhando bem, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, não
garantiu que o projeto de lei que cria o Fundo de Previdência Complementar do
Servidor Público Federal (Funpresp) será aprovado ainda este ano pelo Congresso
Nacional, como pretende o governo. Com a mudança, a União passará a pagar
apenas benefícios até o valor do teto do INSS (R$ 3.691,74). E a complementação
será paga por um fundo composto por contribuições do governo e do servidor.
Ontem, Garibaldi discutiu o tema com os ministros da
Fazenda, Guido Mantega, e da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli
Salvatti, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Segundo o ministro da
Previdência Social, a base governista vai começar a negociar com os senadores.
Ainda há algumas pendências a serem acertadas antes da
votação do projeto. Uma delas diz respeito às categorias que podem se aposentar
com menos tempo de serviço, como professores e policiais. Algumas correntes
defendem que eles, como se aposentam antes, contribuam com mais. Mas não há
unanimidade em torno dessa proposta.