Correio Braziliense -
22/10/2013
O objetivo do governo de transformar a Geap Autogestão em
Saúde em um superplano dos servidores da União vai ter que esperar mais um
pouco. De acordo com o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), André Longo, a operadora, que está proibida pelo órgão
regulador de incorporar novos beneficiários, permanecerá penalizada até que a
ANS divulgue a próxima rodada de punição de empresas, em novembro.
Feitos a cada três meses, os ciclo de suspensões proíbem os
convênios que não cumprem as regras referentes aos direitos dos beneficiários
de comercializarem novos planos. Além disso, neles, a ANS faz um balanço de
quem foi punido e se a empresa pode retomar as adesões de clientes. No caso da
Geap, que saiu de um patrimônio negativo de R$ 56 milhões, de acordo com o
anuário de 2012 divulgado pela agência reguladora, para um saldo positivo de R$
70 milhões em julho deste ano, é provável que a oferta de serviços seja
liberada no próximo mês.
"Nesse momento, a operadora ainda não pode ter novos servidores
como beneficiários. Mas, no próximo ciclo, isso deve ser normalizado",
explicou Longo. No ano passado, a Geap teve sérios problemas financeiros e de
gestão, o que levou a ANS a determinar a direção fiscal da fundação.
Recuperação
Diante do Decreto de 7 de Outubro, divulgado pelo Ministério
do Planejamento, pelo qual mais órgãos da União poderão optar pela Geap como
plano de saúde, Longo afirma que a operadora terá de provar a capacidade para
incorporar tantos novos beneficiários. "A Geap terá que cumprir o plano de
recuperação e toda uma programação antes de incluir pessoas", explicou o
diretor-presidente. A estratégia da fundação foi apresentada à agência
reguladora, que, só depois de aprová-la, encerrou a direção fiscal.
Ao todo, a Geap ficará disponível a cerca de 2,7 milhões de
funcionários públicos. Atualmente, a operadora tem 600 mil beneficiários.
Segundo a ANS, a suspensão provisória ocorre a despeito da liminar da Unidas,
que inclui operadoras de autogestão — ou seja, planos de saúde que são
coordenados pela área de recursos humanos de empresas públicas ou privadas. A
Geap Autogestão em Saúde foi procurada para comentar o assunto, mas, até o
fechamento desta edição, não havia se manifestado. (BN)
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