BSPF - 26/02/2018
Planejamento enviou projeto de lei à Casa Civil da
Presidência das República esta semana
Mudanças à vista para o funcionalismo da União. Só que a
novidade será para quem ainda entrar no serviço público do Executivo federal.
Ficou pronto o texto que servirá de base ao projeto de lei que altera carreiras
federais e limita o salário inicial para cerca de R$ 5 mil. A única categoria
que fica de fora do PL é a de docentes.
O Ministério do Planejamento, comandado por Dyogo Oliveira,
enviou o texto, na terça, para a Casa Civil da Presidência da República.
Na Casa Civil, o texto passará por análise jurídica. A pasta
também ficará responsável por avaliar se há viabilidade política para avançar
com o projeto, ou seja, se terá apoio no Congresso. Nos bastidores, diz-se que
há preocupação do governo em mais um desgaste político caso a medida seja
rejeitada.
A Coluna apurou que a ideia de limitar o salário inicial
para cerca de R$ 5 mil não é para todas as profissões. Mas alcançará, por
exemplo, a carreira de gestão governamental (gestor público). São quadros
qualificados que, hoje, ganham inicialmente R$ 16.900 e terminam com salário em
torno de R$ 24 mil.
Para elaboração do texto, houve estudos e comparações dos
salários com o setor privado. As justificativas do governo também apontam que,
enquanto um servidor inicia a carreira com remuneração alta, ele não ganha
correção "expressiva' ao longo da carreira, o que "cria
desestímulos".
Por Paloma Savedra
Fonte: O Dia