segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Onda de demissões deve varrer Esplanada dos Ministérios


Estado de Minas     -     07/01/2019




Ministros entregam esta semana ao Palácio do Planalto suas previsões de exonerações. Já está na mira ao menos metade dos 91 funcionários da Autoridade de Governança do Legado Olímpico

Brasília – É bom os funcionários públicos ficarem atentos às edições do Diário Oficial da União. A onda de demissões, exonerações de comissionados e extinção de cargos está longe de terminar. Esta semana, alguns ministros levam suas previsões ao Planalto. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, e o secretário de Esportes, general Marco Aurélio Vieira, por exemplo, planejam reduzir à metade os 91 funcionários da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo). Os cortes e sacrifícios estarão por toda a parte, haja vista a decisão já tomada de fazer com que os bancos públicos, que terão seus presidentes empossados hoje no Planalto, devolvam dinheiro à União. Por toda a Esplanada as autoridades fazem contas.

A Aglo tem prazo de validade. Foi criada depois da Olimpíada do Rio de Janeiro, quando fracassaram as iniciativas do então prefeito, Eduardo Paes, de repassar o parque olímpico para exploração de terceiros. A autarquia deve ser extinta em junho deste ano, se houver concessão dos centros olímpicos sob sua administração à iniciativa privada. A Aglo administra as arenas Carioca I e I, o velódromo e o Centro Olímpico de Tênis. Autoridades do governo estão convictas de que 90 pessoas para cuidar dessa estrutura é um exagero. Há quem esteja desconfiado de que a Aglo virou um cabide de emprego para apadrinhados da parcela do MDB derrotado nas urnas. Em 2018, seu orçamento foi de R$ 174 milhões. Para este ano, baixou para R$ 166 milhões, apesar do prazo de validade ser da autarquia vencer em seis meses.

Na semana passada, quando o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, exonerou 320 servidores em cargos de confiança com o argumento de que seria preciso “despetizar” o governo, o ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, apresentou ao presidente Jair Bolsonaro uma proposta de decreto para fixar critérios mínimos para a ocupação de cargos comissionados. Os requisitos incluem experiência na área, tempo de atuação no serviço público e formação acadêmica. Além disso, o profissional não poderia estar em situação de inelegibilidade ou de conflito de interesses, como contratação de parentes em até terceiro grau.

Essa é uma das medidas que a CGU defende para os 100 primeiros dias do governo Bolsonaro – os ministros têm encaminhado as prioridades de suas pastas ao Palácio do Planalto. O texto, já encaminhado para a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, estabelece exigências que variam de acordo com o nível do cargo de Direção e Assessoramento Superior (DAS) e da Função Comissionada do Poder Executivo (FCPE). Se aceito, o decreto só terá validade a partir da publicação no Diário Oficial da União, por isso, não abrangeria assessores nomeados antes disso para o...



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