Correio Braziliense
- 25/04/2021
Essa vontade de mudança da ala política reforça a dificuldade
do chefe da equipe econômica em manter uma interlocução com o Congresso
O desfecho para o impasse do Orçamento de 2021, resultado de
um desgaste que durou meses, mostrou que a política pesou mais na balança do
que as pretensões liberais do governo de Jair Bolsonaro. O desgaste para sanção
da peça orçamentária, com um corte em áreas sociais e um ajuste na quantidade
de recursos para emendas parlamentares, abalou as bases de apoio do presidente
no Congresso. E tudo indica que o movimento tectônico estremeceu as estruturas
do Ministério da Economia.
Apesar de o presidente frequentemente prestigiar seu Posto Ipiranga, ministro saiu chamuscado da fogueira orçamentária. Depois de perder vários colaboradores, insatisfeitos com a morosidade do governo em implementar uma agenda liberal, o ministro corre o risco de encolher na Esplanada. No Congresso, já se dá como certo que o governo vai recriar o Ministério do Planejamento e entregá-lo a um senador como forma de aplacar o Senado, neste momento de CPI da Pandemia, que vai iniciar os trabalhos nesta semana.
O Ministério da Economia foi criado com a fusão de cinco
pastas: Fazenda, Planejamento, Trabalho e Emprego, Previdência Social e
Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Essa vontade de mudança da ala
política reforça a dificuldade do chefe da equipe econômica em manter uma
interlocução com o Congresso. Na avaliação de parlamentares aliados a
Bolsonaro, Guedes sofre desgastes porque não admite mudanças de rumos e “uma
certa expansão nos gastos”. Vários nomes estão sendo cotados para a volta do
Ministério do...
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