Autor(es): Agencia o Globo/Adriana Vasconcelos |
| O Globo - 10/06/2010 |
Sob grande pressão dos funcionários, mas receosos do impacto negativo na opinião pública, os senadores tentam aprovar, sem estardalhaço, um reajuste para os servidores. A medida terá um impacto de quase 9% na folha salarial deste ano, o que deverá elevar os gastos do Senado com pessoal em R$ 170 milhões.
Após os atos secretos, o Senado agora tem projeto secreto.
Essa foi a impressão deixada ontem por integrantes da Mesa Diretora e da Diretoria Geral do Senado, que se recusaram a divulgar o texto do plano de cargos e salários dos servidores aprovado na reunião da Mesa. O projeto não foi incluído na pauta de votação do plenário, ontem, porque a decisão não foi consensual.
Com exceção da senadora Serys Slhessarenko (PT-MS), segundavice presidente da Casa, os demais integrantes da Mesa presentes referendaram o texto.
— Assinei e outros senadores assinaram — confirmou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Segundo o primeiro-vice presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), que não participou da reunião de ontem, a proposta já tem condições de ser votada em plenário, por ter recebido apoio de maioria dos integrantes da Mesa.
Relator do plano de cargos e salários dos servidores do Senado, o primeiro-secretário da Mesa, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), não deu informações sobre o projeto e se irritou quando indagado pela imprensa se a proposta seria secreta.
— Não aceito malcriação — reagiu.
Segundo reportagem publicada ontem pelo site do jornal “Estado de S.Paulo”, no plano de cargos e salários do Senado a remuneração mais alta da Casa, o de consultor, pularia de R$ 14 mil para R$ 22 mil