Congresso em Foco
- 31/05/2021
A onda de desestatizações promovida pelo governo federal pode deixar o Brasil à mercê de apagões. Mas engana-se quem acredita que estamos falando apenas de eletricidade. O apagão de dados pode se tornar uma realidade como a que afetou o estado do Amapá em novembro de 2020.
O apagão registrado no estado envolveu uma empresa privada
que não fez a manutenção correta e, acordada com o governo, em equipamentos de
backup para o fornecimento de energia elétrica. Assim, uma fatalidade - a queda
de um raio - no equipamento principal de distribuição de energia, acabou
deixando mais de 800 mil habitantes do estado na escuridão.
Vale ressaltar que a crise que assolou o estado por quase um
mês só foi corrigida depois que a Eletrobras, por meio de sua subsidiária
Eletronorte, interveio na manutenção dos equipamentos.
Transpondo essa situação para a área da tecnologia da informação pode-se ter uma breve noção dos prejuízos a que todos os brasileiros estariam expostos. Com a desestatização da Dataprev e do Serpro, os dados pessoais de toda a população estariam em risco. Mas não só eles, dados de empresas e até dados do Estado.
Como vimos no Amapá, a prioridade das empresas privadas não é o bem estar da população, e sim a maximização de seus lucros. Com a desestatização da Dataprev e do Serpro, quem poderia solucionar um apagão de tecnologia da informação no Brasil?
O fato não seria inédito. Em 1999, a Datamec - empresa
pública de tecnologia da informação ligada ao antigo Ministério do Trabalho -
foi privatizada. A partir de...
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