segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Governo oferece reajuste de 15,8% para técnicos das federais


Folha de S. Paulo     -     06/08/2012




BRASÍLIA e  SÃO PAULO - Em reunião com representantes de técnicos-administrativos de universidades e institutos federais, o Ministério do Planejamento fez, nesta segunda-feira, uma oferta de reajuste de 15,8% para a categoria. De acordo com a proposta, o aumento será dado ao longo dos próximos três anos.

Ao todo, segundo a pasta, cerca de 182 mil servidores serão beneficiados, entre ativos e inativos. O reajuste terá um impacto de R$ 1,7 bilhão.


A reunião começou às 18h, e até por volta das 20h não havia resposta das entidades sobre a proposta.


Participam da mesa de negociação representantes da Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras) e Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica).


A greve dos técnicos-administrativos das universidades federais e institutos federais tecnológicos começou em junho, mês seguinte ao início da paralisação dos professores universitários.


PROFESSORES
Aos docentes, o governo ofereceu um reajuste entre 25% e 40%, também diluído até 2015. O impacto desse reajuste é estimado em R$ 4,18 bilhões.


Ao longo desta semana, os professores decidirão em assembleias por todo o país sobre a continuidade ou interrupção da greve. Na última quarta (1°), o governo decidiu assinar acordo com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), entidade que representa a minoria dos professores.


O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que representa a maior parte da categoria, recusou a proposta governamental e está orientando as bases para endurecerem o movimento.


Duas entidades que também representam os professores,o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), também se recusaram a ratificar o acordo.

(FLÁVIA FOREQUE)



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