Blog do Servidor Público Federal -
15/10/2011
Somente falta a vontade política pode impedir que o governo
não corrija injustiças e problemas encontrados no projeto de lei (PL) 2203/11
que trouxe ajustes nas carreiras de milhares de servidores públicos federais.
Com R$ 25,6 bilhões a mais para fechar as contas em 2012 foi apresentado esta
semana o relatório referente ao
Orçamento da União. A revisão feita na estimativa de receita líquida para o
próximo ano mostrou um aumento de 2,8% em relação ao que o Ministério do
Planejamento havia projetado em agosto. A Condsef vai buscar apoio no Congresso
Nacional para aprovação de uma série de emendas ao PL 2203/11. O objetivo é
buscar a correção de problemas e injustiças que foram cometidas dentro do
projeto e que caso aprovadas podem trazer prejuízos para milhares de
servidores. A Condsef esperar que os parlamentares assegurem verba adicional no
orçamento para fazer valer acordos e compromissos firmados com o governo em
processos de negociação.
A expectativa é de que se repita a campanha de mobilização
promovida pela Condsef e suas filiadas em 2006. Com a união e pressão dos servidores
da base naquele ano foram assegurados mais de R$4 bi a mais no orçamento para
garantir acordos firmados com o governo. Em entrevista recente ao Correio
Braziliense, o secretário-geral da Condsef avisou que a categoria está pronta
para investir no corpo a corpo com os deputados e senadores para incluir
emendas no orçamento. A subseção do Dieese na Condsef está promovendo
levantamento dos problemas que serão levados aos parlamentares.
A Condsef vai lutar para que os R$25,6 bi extras não
terminem sendo direcionados à meta de superavit primário impedindo melhorias
importantes na administração pública. A entidade defende o uso adequado dos
recursos públicos e investimento para melhor atender a população, responsável
direta pelos sucessivos recordes de arrecadação de impostos que asseguram maior
tranquilidade ao Brasil mesmo em um período marcado por uma crise econômica
mundial. Para crescer e se desenvolver economicamente o governo precisa
estabelecer o Estado como prioridade máxima. Não se pode tratar com descaso os
serviços essenciais que interessam à nação. E para que evoluções aconteçam,
vontade política e responsabilidade com o bem público são fatores essenciais.
Fonte: Condsef