Correio Braziliense
- 05/06/2014
Os policiais federais correm o risco de não receber este ano
o aumento de 12% acordado com o governo. A razão disso é que o Projeto de Lei
de Alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLN 5), que foi encaminhado na
última segunda-feira pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, só será
votado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) na próxima terça-feira, 10 de
junho. Se não ocorrer a votação, e o acordo for rompido, a greve da PF pode
ocorrer, como alertou Jones Leal, presidente da Federação Nacional de Policiais
Federais (Fenapef).
O presidente da CMO, deputado Devanir Ribeiro (PT-SP),
afirmou que, embora seu relatório já esteja pronto, ainda precisa ser votado no
Congresso na data reservada pelo calendário. E um dos problemas que a PLN 5
pode enfrentar é a falta de quórum.
No mesmo dia, o PMDB realizará sua convenção nacional, na qual muitos deputados e senadores da legenda estarão presentes. Outro fator contrário à votação, segundo Ribeiro, é que o projeto ficou para ser votado após os vetos no Congresso. "Quando há vetos para serem votados, normalmente a pauta fica trancada", explicou o deputado.
No mesmo dia, o PMDB realizará sua convenção nacional, na qual muitos deputados e senadores da legenda estarão presentes. Outro fator contrário à votação, segundo Ribeiro, é que o projeto ficou para ser votado após os vetos no Congresso. "Quando há vetos para serem votados, normalmente a pauta fica trancada", explicou o deputado.
Segundo ele, embora exista o interesse do governo em
aprovar, também há resolução da Casa no sentido de não votar o projeto antes de
4 de julho, data limite para o aumento valer este ano. "Depois disso,
começa o período eleitoral, quando não é permitido alterações no
Orçamento", acrescentou. O deputado Cláudio Puty (PT-PA) afirma que há
esforço para aprovar o projeto na próxima terça-feira, dois dias antes da
abertura da Copa.